A longa tradição vitivinícola da Casa da Ínsua adquire uma notável proeminência a partir do século XIX, por acção de Manuel Albuquerque, verdadeiro inovador em matéria de vinhas, tecnologia e castas.
Em 1852 foram produzidos, nos terrenos da Quinta, os primeiros vinhos Casa da Ínsua, tinto e branco, para consumo da Casa e venda directa na adega. Aí se inicia um período que se estende até hoje e que deu origem a vinhos célebres, detentores de vários prémios.
Dos 30 hectares de vinha cultivados actualmente, 5 são de uvas brancas, com as castas Arinto ou Malvasia Fina, Semillon e Encruzado. Os restantes 25 são preenchidos pelas castas tintas Touriga Nacional, Cabernet Sauvignon, Tinta Roriz, Alfrocheiro e Jaen. Todas estas castas são utilizadas para vinhos D.O.C. – DÃO, tendo as castas de origem francesa sido introduzidas por Luís de Albuquerque no século XVIII.
A partir de 2006 deu-se início à produção de novos vinhos até então inéditos na Casa da Ínsua, como o Rosé e o Espumante.
A região de Penalva de Castelo possui inúmeras características propícias à produção vinícola, entre as quais solos acidentados, predominantemente graníticos com afloramentos xistosos, um clima por vezes rigoroso e chuvoso no Inverno e frequentemente muito quente e seco no Verão e ainda o abrigo da influência de ventos marítimos e continentais interiores garantido pelas diversas serras que a rodeiam.